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Renan Santos defende bomba atômica e saída do Brasil do TNP

Candidato à Presidência afirma em entrevista nesta quarta (19/8) que arma nuclear faz parte da 'retomada da soberania'.

Redação POLITICA.SP19 de ago. de 2026 · 10h322 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Renan Santos defende bomba atômica e saída do Brasil do TNP
Reprodução: www.metropoles.com

Renan Santos (Missão), candidato à Presidência, declarou nesta quarta (19/8) ser favorável a desenvolver uma bomba atômica e a sair do Tratado de Não-Proliferação, assinado pelo Brasil em 1998.

A proposta inclui negociar com Estados Unidos e China e integrar o Brasil à indústria bélica internacional, segundo o candidato, para tornar a iniciativa viável.

Renan afirmou que não adotaria a medida no começo de um eventual mandato e descreveu o projeto como parte de um "processo inevitável de retomada da soberania"; ele disse que "o Brasil vai precisar trabalhar geopoliticamente para isso".

O candidato também vinculou a arma nuclear ao peso internacional: afirmou que o país pleiteia vaga no Conselho de Segurança da ONU e precisa de poder para "exercer poder", citando a incapacidade de dominar o crime organizado.

Renan declarou que, para obter a bomba, será preciso "avisar aos Estados Unidos e à China, que o país será um parceiro geopolítico estável" e que o Brasil participará de uma indústria bélica internacional.

O Brasil domina etapas do ciclo do combustível nuclear, da extração ao enriquecimento, usa tecnologia para Angra 1 e Angra 2 e reserva uso pacífico conforme a Constituição.

O Programa Nuclear da Marinha resultou na construção de um reator nacional e está ligado ao submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto, cujo lançamento está previsto para 2038 após adiamentos por falta de recursos.

No plano econômico e de segurança, Renan propõe desdolarização via cesta de moedas sul-americana liderada pelo real, linhas de troca entre bancos centrais, um pacto interamericano contra o crime organizado, um centro de operações na América Latina e um tribunal internacional para crimes transnacionais.

"O Brasil tem que ter uma força militar conjunta para combater o crime organizado junto com outros países da América do Sul", afirmou Renan Santos.