Renan Santos acusa ONGs estrangeiras de “sabotagem” em obras no Brasil
No 11º Fórum CNT, o candidato citou influência de organizações europeias e cobrou leis para barrar interferência

Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça (18/8), no 11º Fórum CNT de Debates, que ONGs estrangeiras “judicializam” e travam obras no Brasil.
Ele disse que o financiamento dessas organizações revela vínculos com entidades de países concorrentes e que isso leva à tutela de projetos estratégicos por ONGs europeias.
No evento na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília, Renan citou Noruega, França e Alemanha e afirmou que embaixadores europeus se envolveram: “O clima esquentou”.
Renan relacionou a crítica ao caso do Ferrogrão (EF-170), lembrando que, em maio de 2026, o Supremo Tribunal Federal validou a lei que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim (PA), destravando o projeto ferroviário.
A Ferrogrão tem 933 quilômetros planejados para ligar Sinop (MT) a Miritituba (PA); o projeto é defendido pelo agronegócio e contestado por organizações indígenas e socioambientais, que apontam risco de desmatamento.
Renan pediu a criação de leis que impeçam “organismos internacionais privados” de sabotar atividades econômicas e afirmou que o novo presidente precisará garantir que medidas aprovadas, como o licenciamento ambiental, não sejam derrubadas.
18/8 — data da fala de Renan no 11º Fórum CNT, em Brasília
933 km — extensão prevista da Ferrogrão (EF-170)
maio de 2026 — validade, pelo STF, da lei que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim (PA)