Relatório 2025 mostra queda da pobreza e piora na concentração de renda
Estudo aponta avanços em indicadores sociais, mas 1% mais rico passou de 30,2 para 31,5 vezes a renda dos 50% mais pobres.

Relatório 2025 do Observatório Brasileiro das Desigualdades mostra redução da pobreza e aumento da concentração de renda.
A Lei 14.533/2023 (Política Nacional de Educação Digital) pressiona municípios a modernizar redes públicas até o final de 2026.
O estudo, iniciado em 2023, registrou melhora em 34 dos 48 indicadores avaliados, com aumento da renda média, expansão do mercado de trabalho, maior segurança alimentar e melhor acesso a serviços básicos, enquanto a concentração de renda piorou em 2025.
O rendimento médio do 1% mais rico passou de 30,2 vezes (2024) para 31,5 vezes o rendimento dos 50% mais pobres; o Observatório afirma que os ganhos do crescimento continuam apropriados de forma concentrada.
Oito indicadores pioraram e seis ficaram estáveis; o relatório aponta piora nas condições da população negra, ampliação da diferença salarial entre mulheres e homens, e concentração de indicadores sociais negativos nas regiões Norte e Nordeste; houve queda do analfabetismo, redução da desnutrição infantil e de idosos e queda da taxa de homicídios entre jovens de 15 a 29 anos.
O texto explica que a renda dos mais ricos vem principalmente de lucros, dividendos e rendas do capital com tratamento tributário favorecido; a ampliação de isenção para trabalhadores com renda até R$ 5.000 mensais e tributação maior para rendas anuais acima de R$ 600.000 são apontadas como medidas que devem reduzir desigualdades.
"A permanência da regressividade da tributação da renda reforça esse quadro, uma vez que contribuintes de renda muito elevada continuam sujeitos a uma carga efetiva de Imposto de Renda inferior à incidente sobre parcela dos trabalhadores de renda intermediária", diz o relatório.
O Observatório reúne quase cem entidades, incluindo Sesc, Abrasco, CUT, Oxfam Brasil e Sindifisco Nacional; a implementação da PNed exige revisão de currículo, formação de professores e ampliação de conectividade para municípios garantirem recursos complementares do Vaar do Fundeb e evitarem dificuldades pedagógicas e administrativas.