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Projeto reduz UCs: 486 mil ha da Flona Jamanxim podem perder proteção

Propostas no Congresso (PADDD) tentam rebaixar áreas protegidas; custo de desproteção aparece em bilhões por enchentes e barreiras comerciais

Redação POLITICA.SP9 de ago. de 2026 · 20h029 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Projeto reduz UCs: 486 mil ha da Flona Jamanxim podem perder proteção
Reprodução: spriomais.com.br

Projetos no Congresso usam PADDD para rebaixar, reduzir ou revogar Unidades de Conservação no Brasil.

Na Floresta Nacional do Jamanxim, um projeto aprovado pela Câmara e pelo Senado transforma cerca de 486 mil hectares em Área de Proteção Ambiental, cerca de 37% da Flona de 1,3 milhão de hectares.

Há tentativas de sustar a ampliação da Estação Ecológica de Taiamã, que acrescentou quase 57 mil hectares à proteção, e de retirar mais de 30 mil hectares da porção terrestre da APA da Baleia Franca em Santa Catarina.

Unidades de Conservação protegem mananciais, conservam biodiversidade, reduzem pressão sobre vegetação nativa e mantêm serviços ecossistêmicos usados por cidades, indústrias e agronegócio.

As enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024 tiveram efeitos estimados em R$ 88,9 bilhões, dos quais 69% — cerca de R$ 61 bilhões — recaíram sobre o setor produtivo; a resposta pública evitou perda adicional de 1,1 ponto percentual do PIB gaúcho.

486.000 ha — área proposta para rebaixamento na Flona do Jamanxim (37% da Flona)

57.000 ha — expansão da Estação Ecológica de Taiamã

30.000 ha — retirada prevista na APA da Baleia Franca

R$ 88,9 bilhões — custo estimado das enchentes no RS em 2024

R$ 61 bilhões — parcela do setor produtivo afetada

"A conta da irresponsabilidade já chegou", diz o editorial citado na frase que circula como síntese do debate.

A regulamentação europeia contra o desmatamento (EUDR) exigirá comprovação de origem sem desmatamento para soja, café, cacau, madeira e produtos ligados à pecuária, afetando acesso a mercados.