Projeto reduz UCs: 486 mil ha da Flona Jamanxim podem perder proteção
Propostas no Congresso (PADDD) tentam rebaixar áreas protegidas; custo de desproteção aparece em bilhões por enchentes e barreiras comerciais

Projetos no Congresso usam PADDD para rebaixar, reduzir ou revogar Unidades de Conservação no Brasil.
Na Floresta Nacional do Jamanxim, um projeto aprovado pela Câmara e pelo Senado transforma cerca de 486 mil hectares em Área de Proteção Ambiental, cerca de 37% da Flona de 1,3 milhão de hectares.
Há tentativas de sustar a ampliação da Estação Ecológica de Taiamã, que acrescentou quase 57 mil hectares à proteção, e de retirar mais de 30 mil hectares da porção terrestre da APA da Baleia Franca em Santa Catarina.
Unidades de Conservação protegem mananciais, conservam biodiversidade, reduzem pressão sobre vegetação nativa e mantêm serviços ecossistêmicos usados por cidades, indústrias e agronegócio.
As enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024 tiveram efeitos estimados em R$ 88,9 bilhões, dos quais 69% — cerca de R$ 61 bilhões — recaíram sobre o setor produtivo; a resposta pública evitou perda adicional de 1,1 ponto percentual do PIB gaúcho.
486.000 ha — área proposta para rebaixamento na Flona do Jamanxim (37% da Flona)
57.000 ha — expansão da Estação Ecológica de Taiamã
30.000 ha — retirada prevista na APA da Baleia Franca
R$ 88,9 bilhões — custo estimado das enchentes no RS em 2024
R$ 61 bilhões — parcela do setor produtivo afetada
"A conta da irresponsabilidade já chegou", diz o editorial citado na frase que circula como síntese do debate.
A regulamentação europeia contra o desmatamento (EUDR) exigirá comprovação de origem sem desmatamento para soja, café, cacau, madeira e produtos ligados à pecuária, afetando acesso a mercados.