Prefeitura, Câmara e clubes de Campinas estudam liberar estádios para shows
Proposta mira nova fonte de receita para Guarani e Ponte Preta e impacto no turismo, hotelaria e comércio da RMC

Prefeitura de Campinas, Câmara Municipal e dirigentes do Guarani e da Ponte Preta iniciaram conversas para estudar a liberação dos estádios para shows e grandes eventos, hoje proibidos por lei.
A liberação pode aumentar a ocupação hoteleira nos finais de semana e atrair público para comércio e serviços da Região Metropolitana de Campinas (RMC), alterando receitas de clubes e do setor local.
As reuniões envolvem dirigentes dos dois clubes e agentes públicos municipais de Campinas; o objetivo é avaliar viabilidade jurídica e operacional para autorizar eventos em estádios.
Dados globais citados na matéria estimam que turnês em estádios movimentam US$ 12 bilhões por ano, com cerca de 40% desse valor coberto por custos de produção, logística e impostos locais.
A pesquisa IPC Maps projeta que moradores dos 20 municípios da RMC gastarão R$ 12,125 bilhões no varejo em 2026, alta de 10,2% frente a 2025, com destaque para Joias e Bijuterias/Armários (12,8%), Mobiliário e Artigo do Lar (10,5%) e Vestuário (10,4%).
O comércio varejista da região registra 91.891 negócios em funcionamento, 6.042 a mais que em 2025 (alta de 7%); no comércio atacadista são 12.470 operações, 628 a mais (crescimento de 5,3%).
A refinaria Replan, em Paulínia, produziu cerca de 12,8 bilhões de litros de derivados de petróleo no primeiro semestre de 2026, recorde em 26 anos e alta de 12,9% ante o mesmo período de 2025.
O CPQD, com sede em Campinas, lançou o projeto ‘Integra’ para desenvolver infraestrutura de redes descentralizadas (blockchains) focando privacidade, identidade descentralizada e conformidade regulatória; o trabalho terá 36 meses e recursos do FNDCT/Finep em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).