PLDO projeta piso de R$ 1.717 em 2027; 13º do INSS terá ganho real
A correção de R$ 96 sobre o piso de 2026 (R$ 1.621) representa 2,5% de ganho real e eleva o 13º dos beneficiários do INSS no piso.

PLDO estima o salário mínimo de 2027 em R$ 1.717, com impacto direto no 13º do INSS para quem recebe o piso.
O aumento de R$ 96 em relação ao piso de 2026 (R$ 1.621) embute ganho real de 2,5% acima da inflação, segundo a projeção do projeto.
O Ministério da Fazenda formulou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) que fixa a estimativa do piso para 2027 em R$ 1.717; o piso vigente em 2026 é R$ 1.621, por meio do Decreto nº 12.797.
Pela Constituição, nenhum benefício substitutivo ao trabalho pode ficar abaixo do salário mínimo; assim, o abono anual (13º) pago a segurados do INSS atrelados ao piso acompanhará a elevação para R$ 1.717.
O repasse extra alcança quem recebeu aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), auxílio-acidente ou auxílio-reclusão durante os 12 meses do ano; beneficiários acima do piso terão reajuste apenas pela inflação.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) é assistencial e não gera 13º, portanto não será afetado pelo aumento do piso para 2027.
Desde a pandemia o governo tem antecipado as duas parcelas do 13º para o primeiro semestre; em 2026 a antecipação foi regulamentada pelo Decreto nº 12.884.
Para manter a antecipação em 2027, o Executivo precisará assinar um novo decreto; sem isso, os pagamentos voltarão ao calendário legal em agosto e novembro.
R$ 1.717 — projeção do piso nacional para 2027 no PLDO
R$ 1.621 — piso vigente em 2026, pelo Decreto nº 12.797
R$ 96 — diferença projetada entre 2026 e 2027
2,5% — ganho real estimado acima da inflação
O Executivo decide se assina novo decreto para antecipar as duas parcelas do 13º em 2027; caso contrário, depósitos serão em agosto e novembro.