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Plano de Flávio replica diretrizes de transição energética de Lula

Documentos dos dois candidatos convergem em biocombustíveis, renováveis, transmissão, baterias e mercado de carbono.

Redação POLITICA.SP16 de ago. de 2026 · 08h332 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Plano de Flávio replica diretrizes de transição energética de Lula
Reprodução: www.poder360.com.br

Os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convergem em políticas de descarbonização e transição energética.

Flávio apresentou pela primeira vez suas propostas para energia ao registrar candidatura no TSE em 13.ago.2026; Lula tratou do tema em seu programa que projeta um eventual quarto mandato.

Os dois defendem biocombustíveis, ampliação do RenovaBio, aumento dos teores obrigatórios de etanol e biodiesel, adoção de biometano, diesel verde e SAF; Flávio cita linhas de crédito e venda de créditos no exterior, Lula detalha metas — 32% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel — e participação da Petrobras via PBio.

Ambos propõem modernizar e expandir a rede de transmissão para integrar solar e eólica; Lula detalha projetos e leilões de ativos de transmissão, enquanto Flávio destaca o Nordeste como polo de energia limpa e atração de data centers.

Os programas tratam de armazenamento: Flávio prevê um programa com baterias de grande porte sem detalhar leilões; o governo Lula prepara leilões de baterias para 2 e 4 de dezembro para aumentar a flexibilidade do sistema.

Sobre mercado de carbono, Flávio quer consolidar um mercado regulado com segurança jurídica; Lula propõe avançar na regulamentação do SBCE, que está em fase de definição de tetos setoriais, regras de comercialização e limites de exportação de créditos.

O plano de Flávio dedica pouco menos de uma das 75 páginas à energia; o programa de Lula trata do tema em pouco mais de 5 das 84 páginas.

13.ago.2026 — data do registro de candidatura de Flávio Bolsonaro no TSE

2 e 4 de dezembro — datas dos primeiros leilões de baterias previstos pelo governo Lula

32% — meta de etanol na gasolina prevista no plano de Lula

15% — meta de biodiesel no diesel prevista no plano de Lula

70% — participação aproximada do Nordeste na geração eólica e solar, citada no plano de Lula

"Também daremos sequência aos esforços de desenvolvimento tecnológico e expansão dos combustíveis sustentáveis (SAF, biometano e combustíveis marítimos), acelerando a implementação de políticas de descarbonização", diz trecho do programa de Lula.

Próximo passo concreto: regulamentação do SBCE e definição dos tetos de emissões por setor; execução dos leilões de baterias em dezembro.