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PEC 65 (2023) dá ao Banco Central autonomia financeira para elaborar e usar seu próprio orçamento

Proposta prevê orçamento não fiscal, maior capacidade de contratações e novas camadas de fiscalização, mas enfrenta resistência da Fazenda e parte do PT

Redação POLITICA.SP17 de ago. de 2026 · 06h342 acessos📲 Enviar no WhatsApp
PEC 65 (2023) dá ao Banco Central autonomia financeira para elaborar e usar seu próprio orçamento
Reprodução: www.poder360.com.br

PEC 65 de 2023 propõe que o Banco Central tenha orçamento próprio, financiado por suas receitas, e autonomia administrativa para planejar gastos e contratar pessoal.

O texto já passou pela CCJ do Senado e precisa ser votado em dois turnos no Senado e em dois turnos na Câmara para entrar em vigor.

A ANBCB, presidida por Thiago Cavalcanti, defende a PEC por causa da redução de servidores e de investimentos em tecnologia; Cavalcanti cita aumento de atribuições do BC com a criação e expansão do Pix.

O quadro legal do BC prevê cerca de 6.000 servidores, mas a instituição tem aproximadamente 3.300 após mais de 10 anos sem concurso, segundo Cavalcanti, e a escassez afeta supervisão bancária, tecnologia e segurança do Pix.

A proposta prevê orçamento de natureza não fiscal, maior previsibilidade para investimentos de longo prazo em tecnologia e segurança cibernética, autonomia para realizar concursos e mecanismos para retenção de servidores.

A Fazenda resiste por temer transferências do Tesouro ao BC para cobrir resultados negativos; Cavalcanti diz que a legislação atual prevê um “colchão” financeiro e que o risco de socorro é excepcional.

O BC registrou prejuízo no ano passado que não exigiu aporte do Tesouro graças ao colchão financeiro; R$ 24 bilhões foram destinados ao Tesouro a partir desse mecanismo.

O texto inclui novos mecanismos de fiscalização: sabatina e ampliação de fiscalização pelo Senado, convocação de diretores ao Congresso conforme o artigo 50, fiscalização do TCU, manutenção do CMN na meta de inflação e novos instrumentos de apreciação orçamentária.

Próximo passo: votação em dois turnos no Senado e, se aprovada, votação em dois turnos na Câmara dos Deputados.