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Pazuello, Girão e Luiz Philippe tentam missão de negócios à Ucrânia, sem data

Viagem foi aprovada na CREDN em junho, mas depende do aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).

Redação POLITICA.SP14 de ago. de 2026 · 05h042 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Pazuello, Girão e Luiz Philippe tentam missão de negócios à Ucrânia, sem data
Reprodução: www.metropoles.com

Deputados Pazuello, Girão e Luiz Philippe (PL) tentam realizar missão de negócios à Ucrânia, mas viagem enfrenta resistência e ainda não tem data.

A missão foi aprovada na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) em junho, porém precisa do aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), para ocorrer.

Os deputados querem identificar investimentos em comércio, tecnologia e energia, participar de encontros com o Parlamento da Ucrânia, o Ministério de Energia e a agência nacional de reconstrução, e avaliar financiamento para projetos bilaterais.

No requerimento apresentado na CREDN, Pazuello, Girão e Luiz Philippe propõem que o Brasil ajude a reestruturar o setor energético ucraniano, reduzir dependência de combustíveis fósseis, implantar mistura de etanol na gasolina, expandir biocombustíveis e reconstruir redes elétricas descentralizadas.

Os parlamentares também afirmaram que o Brasil pode trocar conhecimento sobre drones, usados pela Ucrânia na guerra, para aplicações militares e civis; planejam identificar projetos prioritários em geração de energia limpa, redes de distribuição, armazenamento energético e biocombustíveis.

Os deputados citaram que ataques russos causaram danos e perdas superiores a US$ 50 bilhões (cerca de R$ 260 bilhões) no setor energético ucraniano.

Diplomatas ucranianos dizem que o apoio recente de Hugo Motta a Lula indica que a viagem "não deve acontecer antes das eleições", e sugerem retomar conversas possivelmente em novembro ou dezembro.

"Nada do que aprovarmos [na comissão] vai passar na Câmara, porque o Hugo Motta obedece o governo Lula, que é alinhado com a Rússia de Vladimir Putin", afirmou o deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL).

O próximo passo é a decisão de Hugo Motta; sem essa autorização, a missão não tem data e pode só ser retomada após as eleições.