Padula pede priorizar formação de professores para melhorar educação infantil em SP
Secretário falou em evento que debateu creches, alfabetização e integração entre saúde e educação

Secretário Fernando Padula defendeu priorizar a formação de professores para elevar a qualidade da educação infantil em São Paulo.
A cidade celebra o sexto ano consecutivo com a fila de creches zerada; hoje a fila é zerada a cada dois meses.
Padula falou no talk “São Paulo: Educação que Transforma”, promovido pelo Metrópoles com a Prefeitura de São Paulo e a São Paulo Negócios, no painel “Primeira infância: da creche ao desenvolvimento integral”.
Ele explicou que creches passaram da assistência social para a educação com a LDB, alinhando-se a avanços da neurociência sobre a primeira infância.
Dani Junco, fundadora e CEO da B2Mamy, alertou que a discussão sobre creches envolve divisão de responsabilidades parentais e condições socioeconômicas; “Temos 11 milhões de mães solo no Brasil”, afirmou.
Eduardo Campos Queiroz, diretor‑presidente da Fundação Bracell, afirmou que garantir acesso exige assegurar qualidade no atendimento e integrar saúde e educação.
Lucimeira Cabral Santana, coordenadora pedagógica da SME de São Paulo, disse que a alfabetização começa na Educação Infantil e que a Prova São Paulo ajuda a posicionar estudantes na escala de proficiência.
Beatriz Cardoso, diretora executiva do LabEdu, afirmou que não existe “idade certa” para alfabetização e declarou: “A brincadeira é tratada de forma secundária, mas é fundamental por que a criança está processando coisas grandes.”
Sílvia Lima, gerente de Advocacy do Instituto Ayrton Senna, defendeu diálogo com famílias para orientar o processo de alfabetização e transformá‑la em política de Estado.
42% — proporção atual de crianças brasileiras matriculadas em creches
11 milhões — número de mães solo citado por Dani Junco
6 anos — tempo que São Paulo mantém a fila de creches zerada