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Padre Júlio segue proibido de publicar e fazer lives há oito meses

Proibição foi anunciada em 14 de dezembro de 2025, durante missa na Paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca.

Redação POLITICA.SP16 de ago. de 2026 · 14h055 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Padre Júlio segue proibido de publicar e fazer lives há oito meses
Reprodução: www.metropoles.com

Padre Júlio Lancellotti está há oito meses proibido de publicar ou transmitir lives nas redes sociais.

A proibição foi anunciada por Lancellotti em 14 de dezembro de 2025, enquanto celebrava a missa dominical na Paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca (SP), quando afirmou que seria a última vez que o sermão seria compartilhado em live.

O veto foi imposto pela Arquidiocese de São Paulo, então comandada pelo cardeal Dom Odilo Scherer, e já motivou transmissões alternativas, como a missa de Natal retransmitida pelo sheikh muçulmano Rodrigo Jalloul.

Só no Instagram, o padre acumula mais de 2,4 milhões de seguidores; ele também registrou boletim de ocorrência contra um perfil que o ameaçou nas redes sociais.

O padre lidera a Pastoral do Povo da Rua e tem posições públicas favoráveis à inclusão de minorias, dependentes químicos, pessoas transgênero e travestis, declarações que geraram reação contrária entre parte do público católico e foram interpretadas como possível retaliação da arquidiocese.

Júlio Lancellotti e duas entidades de proteção à criança entraram com ação no Ministério Público da Paraíba pedindo o bloqueio de R$ 1 bilhão da casa de apostas digital Pixbet, suspensão das plataformas de apostas em todo o território nacional e mecanismos como verificação de idade e reconhecimento facial.

R$ 1 bilhão — valor pedido de bloqueio contra a Pixbet

2,4 milhões — seguidores de Lancellotti no Instagram

oito meses — tempo sem publicações ou lives

14 de dezembro de 2025 — data do anúncio da proibição

"É uma forma de demonstrar que não dá para calar a palavra de Deus", declarou Padre Júlio ao se despedir das transmissões ao vivo.

O próximo passo é o andamento da ação apresentada ao Ministério Público da Paraíba, que pede indenização por danos morais coletivos e medidas de bloqueio e suspensão contra a Pixbet.