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Mulher e cunhada de deputado são nomeadas no gabinete do presidente do TCE-RJ e têm mestrado custeado

TCE-RJ paga pós-graduação no exterior de cerca de R$ 100 mil para cada uma; ambas ocupam cargos no gabinete de Márcio Pacheco.

Redação POLITICA.SP20 de ago. de 2026 · 04h052 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Mulher e cunhada de deputado são nomeadas no gabinete do presidente do TCE-RJ e têm mestrado custeado
Reprodução: www.metropoles.com

A mulher e a cunhada do deputado estadual Rodrigo Amorim (PL-RJ) foram nomeadas no gabinete do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Márcio Pacheco.

O Tribunal custeou para as duas uma pós-graduação no exterior, com custo de cerca de R$ 100 mil por pessoa, segundo a instituição que oferece o curso.

Fernanda Braga Mendes, mulher de Rodrigo Amorim, é nomeada desde 2022 no gabinete de Márcio Pacheco e recebe R$ 28,4 mil fixos por mês.

Além do salário, Fernanda recebe gratificação por acúmulo de cargo de R$ 7,6 mil e R$ 3,1 mil de vale-refeição, totalizando R$ 39.100 mensais.

Fernanda foi nomeada por Márcio Pacheco para integrar uma comissão de jurisprudência e súmulas, o que causa acúmulo de cargos na corte.

Bianca Vasconcelos Pires de Amorim, mulher do vereador Rogério Amorim e cunhada de Rodrigo, também está nomeada no gabinete de Márcio Pacheco.

Bianca recebe salário de R$ 16,9 mil por mês e gratificações de licença retributiva que elevam sua remuneração para R$ 19 mil mensais.

A gratificação de licença retributiva foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em maio de 2025; Rodrigo Amorim foi relator e apoiou emenda que incluiu o Tribunal de Contas entre os beneficiários.

Márcio Pacheco é réu no Superior Tribunal de Justiça por prática de rachadinha quando era deputado da Alerj, e seu irmão, o deputado Fred Pacheco, é aliado de Rodrigo Amorim na Assembleia.

Rodrigo Amorim é candidato do PL à Câmara dos Deputados; ele quebrou a placa de Marielle Franco e foi condenado em 2024 por violência política de gênero.

"Querer insinuar qualquer tipo de favorecimento ... pode constituir, além de difamação, crime de misoginia", disse Rodrigo Amorim em nota, defendendo a qualificação profissional da mulher.

"Minha esposa é advogada e servidora pública federal concursada ... não é funcionária ‘fantasma'", afirmou o vereador Rogério Amorim, sobre a nomeação de sua mulher.