Motta: pandemia mostrou perda de soberania sanitária e urgência em produzir no Brasil
Presidente da Câmara pediu fortalecimento da indústria farmacêutica, citou programas do SUS, PL 424/2015 e regulação da IA.

Hugo Motta afirmou nesta quarta (19.ago.2026) que a pandemia revelou a necessidade de soberania sanitária e produção nacional de medicamentos.
A mudança pode reduzir a dependência de importados: Motta citou o PL 424/2015, em análise no Senado, que facilita fornecimento ao SUS por Hemobrás.
Motta falou na 5ª edição do Fórum de Saúde EMS e Esfera e disse que a indústria farmacêutica movimenta bilhões de reais e gera milhares de empregos.
Ele destacou o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, que oferece consultas, exames e cirurgias — inclusive por telemedicina — em parceria com a rede privada.
Motta afirmou que as carretas do programa têm ajudado a reduzir filas e tempo de espera por procedimentos, sobretudo no interior do país.
Antes de assumir a Presidência da Câmara, Motta relatou o projeto que impediu o contingenciamento do orçamento do INPI; disse que fortalecer o órgão agiliza patentes e estimula pesquisa.
Citou a Lei 14.874 de 2024, que regula pesquisas com seres humanos, e mudanças na regulamentação da reforma tributária que deram tratamento favorecido a medicamentos e dispositivos médicos.
Motta também destacou o uso da inteligência artificial em diagnósticos, descoberta de medicamentos e gestão, e anunciou que a Câmara busca aprovar uma regulamentação da IA na saúde.
"Não há soberania nacional plena sem soberania sanitária", afirmou Motta ao defender indústria, ciência e tecnologia como base para qualidade de vida.
PL 424/2015 — facilita fornecimento ao SUS de hemoderivados e biotecnológicos pela Hemobrás
Lei 14.874/2024 — regras para pesquisas com seres humanos
A próxima etapa citada por Motta é a tramitação do PL 424 no Senado e a votação da regulamentação da inteligência artificial na Câmara.