Morador de rua agride criança e é liberado após avaliação médica
Agressor foi preso, recebeu termo circunstanciado e, sem internação involuntária, voltou à rua; episódio reacende debate sobre políticas públicas

Um morador de rua chutou a cabeça de uma criança de 5 anos e tentou dar uma cabeçada numa policial, que prendeu o agressor.
Após prisão e confecção de termo circunstanciado, avaliação médica negou internação involuntária e o agressor foi liberado.
O caso ocorreu em agosto de 2026 e integra uma série de episódios recentes de violência envolvendo pessoas em situação de rua.
Em dezembro de 2025, o então secretário de Segurança do DF, Sandro Avelar, afirmou que “cerca de 70% dos homicídios na região metropolitana do DF envolviam, entre vítimas e autores, pessoas em situação de rua.”
O segundo Censo Distrital apontou 3.521 pessoas em situação de rua no DF, alta de 19,4% em relação a 2022; o Plano Piloto concentra cerca de um quarto desse total.
No DF funcionam Centros POP, abrigos, hotéis sociais, abordagem de rua, restaurantes comunitários, programas de transferência de renda, serviços de saúde e iniciativas de qualificação profissional.
Em 2025, os 18 restaurantes comunitários do DF forneceram mais de 1,8 milhão de refeições gratuitas a pessoas em situação de rua, crescimento de 33% ante 2024.
Críticos apontam que a assistência tem medido principalmente entradas e atendimentos, sem exigir saídas como reintegração familiar, cura da dependência ou inserção no mercado de trabalho.
A reforma antimanicomial e a despenalização foram citadas como fatores que deixaram pessoas com transtornos mentais nas ruas; políticas penais como ANPP, progressão de regime e penas alternativas também foram mencionadas como esvaziadoras da punição.
3.521 — pessoas em situação de rua no DF (2º Censo Distrital)
19,4% — aumento em relação a 2022
1/4 — proporção aproximada no Plano Piloto
18 restaurantes comunitários — 1,8 milhão de refeições em 2025 (↑33% vs 2024)
“Cerca de 70% dos homicídios na região metropolitana do DF envolviam, entre vítimas e autores, pessoas em situação de rua”, disse Sandro Avelar em dezembro de 2025.
Fica em aberto a discussão política sobre mudanças na assistência social, saúde mental e legislação penal para reduzir violência e retirar pessoas da rua.