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Minerais críticos: 5 mil pedidos de mineração e 26 milhões de hectares em disputa na Amazônia

Região concentra 30% das reservas brasileiras; 1.205 requerimentos atingem terras indígenas e 1.207 sobrepõem unidades de conservação

Redação POLITICA.SP17 de ago. de 2026 · 20h322 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Minerais críticos: 5 mil pedidos de mineração e 26 milhões de hectares em disputa na Amazônia
Reprodução: exame.com

Minerais críticos na Amazônia geram cerca de 5.000 pedidos de mineração que somam 26 milhões de hectares em requerimentos à Agência Nacional de Mineração (ANM).

Para o Brasil, a presença desses recursos — 30% das reservas nacionais — traz a necessidade de conciliar segurança energética e competitividade industrial com desenvolvimento territorial e conservação ambiental.

Há 5.000 requerimentos feitos por 807 empresas à ANM para explorar cobre, níquel, manganês, nióbio, lítio, cobalto e terras raras, usados em baterias, veículos elétricos, painéis solares e data centers.

Do total de pedidos, 1.205 impactam áreas em terras indígenas e 1.207 se sobrepõem a 107 unidades de conservação; a região detém 4,4% das reservas em terras indígenas e 14,9% em unidades de conservação.

O complexo S11D, em Carajás (PA), é citado como exemplo de mineração com menor emissão: substituiu caminhões por correias transportadoras, processa minério a seco e reduziu cerca de 40–50% das emissões, 93% do consumo de água e 70% do diesel.

Estudos apontam que avanços técnicos não resolvem problemas sociais e estruturais: Parauapebas recebeu cerca de R$ 13 bilhões em 30 anos e mantém alto PIB per capita com baixos indicadores sociais; contaminação por metais pesados e custos logísticos continuam a pressionar territórios.

Há propostas institucionais em discussão: o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) defende uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, e o Congresso analisa o PL nº 4.443/2025 para articular política mineral, industrial e climática com rastreabilidade e agregação de valor.

A agenda exige transformar princípios em mecanismos de governança que vinculem repartição de receitas ao fortalecimento da economia local, infraestrutura social e inovação regional, além de salvaguardas ambientais e sociais.