Mendonça diz que não negocia condições de delação com advogados
Ministro do STF afirma limite apesar de novo pedido de audiência da defesa de Daniel Vorcaro

O ministro André Mendonça, do STF, afirmou que não negocia condições de delação com advogados.
A Polícia Federal pretende concluir até o fim de agosto um primeiro relatório sobre o núcleo que envolve o Banco Master e o BRB, e a defesa de Vorcaro prepara terceira tentativa de colaboração enquanto as investigações avançam.
O novo advogado Daniel Bialski pediu uma audiência com o relator das investigações sobre o Banco Master após assumir a defesa de Daniel Vorcaro.
O gabinete de Mendonça foi taxativo: “O ministro não debate condições de delação com os advogados.” O próprio ministro reforçou essa posição.
Bialski sinalizou mudança de estratégia, afirmando que Vorcaro “quer falar” e “quer colaborar”, e passou a buscar acesso mais amplo ao material das investigações antes de definir os próximos passos.
Propostas anteriores de colaboração de Vorcaro não avançaram; a tentativa atual seria a terceira investida para fechar acordo.
Em junho, o ministro Gilmar Mendes criticou a participação de Mendonça em conversas sobre uma tentativa anterior e chamou a participação de um juiz na negociação de delação de “erro crasso”.
Embora possa receber advogados envolvidos no caso, Mendonça mantém que não discute cláusulas de delação; a negociação cabe a investigadores e ao Ministério Público, e o juiz analisa e decide sobre homologação.