Mato Grosso: disputa da direita entre bolsonarismo e máquina de Mauro Mendes
Agronegócio domina debate; candidatos vão do bolsonarista Wellington Fagundes à base de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta

A eleição de Mato Grosso abre com a direita fragmentada entre o bolsonarismo urbano e o conservadorismo rural ligado a Mauro Mendes.
O agronegócio responde por 33,6% do PIB estadual, o que coloca interesses econômicos rurais no centro da disputa pelo governo.
Mauro Mendes (União) deixa legado de 60 prefeituras controladas e governou com 72% de aprovação ao sair em março; seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), assumiu o governo e virou candidato natural à sucessão.
Wellington Fagundes (PL) lidera pesquisas bolsonaristas urbanas, tem apoio declarado de Flávio Bolsonaro e integra coligação com o MDB, que lançará José Medeiros (PL) e Janaína Riva (MDB) ao Senado.
No União Brasil, o senador Jayme Campos contestou a articulação pró-Pivetta; Mendes lançará candidatura ao Senado com Margareth Buzetti (PP).
As cadeiras estaduais mostram fragmentação: União Brasil tem seis deputados, o Republicanos cinco e o MDB quatro, sem maioria para impor liderança única ao Executivo.
A centro-esquerda articula Natasha Slhessarenko (PSD) ao governo, com Diogo Botelho (PDT) de vice; Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB) são nomes ao Senado na mesma aliança.
O PSD venceu 24 prefeituras; o campo de esquerda aposta na força eleitoral de Cuiabá para obter representação proporcional e tentar aproveitar a divisão da direita.
O pleito tende a regionalizar-se: norte favorece MDB e União Brasil; sul mostra maior adesão ao bolsonarismo.