Lula diz que Margem Equatorial pode suprir mundo se Ormuz for fechado
Declaração foi feita em vídeo nesta 2ª (17.ago) a bordo de navio-sonda da Petrobras no Amapá; descoberta de hidrocarbonetos foi anunciada três dias antes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Margem Equatorial brasileira pode suprir o mundo se o estreito de Ormuz for fechado.
A fala ocorreu três dias depois de a Petrobras anunciar identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório da Margem Equatorial, e a presidente da estatal, Magda Chambriard, confirmar descoberta de petróleo no domingo (16.ago).
Lula fez a declaração nesta 2ª (17.ago) em vídeo exibido a bordo de um navio-sonda da Petrobras que opera no Amapá: "Se o presidente [Donald] Trump quiser ficar fazendo guerra com o Irã e fechar o estreito de Ormuz, nós vamos abrir aqui pro mundo inteiro, Margem Equatorial."
O estreito de Ormuz tem 33 km de largura e um bloqueio no trecho afeta o transporte de mais de 14 milhões de barris diários de petróleo.
A Margem Equatorial é faixa do litoral Norte que abrange áreas marítimas ao largo do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte; a região é considerada nova fronteira exploratória.
A atuação da Petrobras na Margem Equatorial integra estratégia para recompor reservas de gás e petróleo e atender demanda nacional durante a transição energética.
O governo projeta que o Brasil pode virar importador de petróleo a partir de 2040 se não avançar em novas frentes de exploração.
Magda Chambriard afirmou que a descoberta confirma ser petróleo, mas não garante exploração econômica; a Petrobras precisa finalizar a perfuração do poço Morpho para confirmar a quantidade disponível.
17.ago — data da declaração de Lula
16.ago — data em que a presidente da Petrobras confirmou a descoberta
33 km — largura do estreito de Ormuz
14 milhões — barris diários afetados por bloqueio
O presidente encerrou reforçando o valor estratégico: "Isso aqui significa soberania nacional. Um país que tem um petróleo dessa qualidade aqui não vai permitir que ninguém meta o dedo nele."
Próximo passo: a Petrobras precisa concluir a perfuração do poço Morpho para estimar volumes e decidir viabilidade econômica.