Lula diz que apostar na Margem Equatorial “valeu a pena”
Declaração foi feita em 17.ago.2026 a bordo do navio-sonda NS-42, após Petrobras confirmar achado no poço Morpho, no Amapá.

Lula afirmou nesta 2ª (17.ago.2026) que “valeu a pena” apostar na gestão de Magda Chambriard e na pesquisa por petróleo na Margem Equatorial.
A declaração ocorreu durante visita ao navio-sonda NS-42, que perfura o poço Morpho em águas profundas do Amapá, após a Petrobras confirmar a presença de hidrocarbonetos no local.
O achado está na fase exploratória: a Petrobras precisa concluir a perfuração e abrir poços para avaliar presença, volume, qualidade e viabilidade econômica antes de decidir sobre produção.
Magda Chambriard disse em coletiva que a empresa “está otimista” em relação às reservas na Margem Equatorial.
Lula citou soberania nacional e a capacidade de investimento da Petrobras, afirmou que a exploração pode conviver com proteção ambiental e energias renováveis, e exibiu um frasco com amostra de óleo: “Isso aqui pode se chamar passaporte para o futuro desse país”.
O presidente afirmou que houve resistência a anunciar a autorização antes da COP30 em Belém, realizada em novembro de 2025, por temores de reação de países europeus.
Lula também criticou a Lava Jato: “Com a Lava Jato, o objetivo era tentar destruir duas coisas: a Petrobras e as empresas da construção civil nesse país”.
Ele criticou vendas de ativos, citando Liquigás e refinarias na Bahia e no Amazonas, e disse sonhar em recomprar a refinaria de Mataripe (ex-Rlam), vendida em novembro de 2021 ao fundo Mubadala e hoje operada pela Acelen.
A Petrobras negocia possível retomada da refinaria de Mataripe, condicionado a definição de preço compatível com o mercado.
A Margem Equatorial se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e é tratada pelo governo como nova fronteira estratégica, com características semelhantes às áreas produtoras da Guiana e do Suriname.
A Petrobras identificou hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 km da costa do Amapá e quase 500 km da foz do Amazonas, em lâmina d’água de 2.886 metros; a empresa detém 100% do bloco, adquirido na 11ª Rodada da ANP, em 2013.
O governo projeta produção brasileira de 5,3 milhões de barris por dia em 2030, mas alerta que, sem novas descobertas, o volume pode cair para 1,4 milhão de barris por dia em 2040, aumentando dependência de importações.