Liquidante do Master e empresa de prima de Augusto Lima disputam repasses do Credcesta
Prefeitura de Macapá reteve valores após liminar da 2ª Vara de Fazenda Pública; Justiça vai decidir destinatário

Liquidante do Banco Master e a PKL One, empresa da prima de Augusto Lima, disputam repasses do cartão consignado Credcesta descontados em folhas de servidores de Macapá.
A 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá concedeu liminar que mantém os descontos, mas autoriza a prefeitura a reter e provisionar os valores até decisão judicial.
O impasse começou após a liquidação do Banco Master, em novembro do ano passado, quando o liquidante passou a reivindicar créditos do Credcesta.
O ponto central é um aditamento contratual assinado em 11 de agosto do ano passado, que encerrou a parceria de exploração do cartão e deixou ao Master a “carteira legado” até agosto.
Em janeiro, após a liquidação, o liquidante notificou a Prefeitura de Macapá e exigiu migração imediata dos fluxos financeiros das operações antigas para códigos exclusivos da massa liquidanda.
A PKL One — titular formal do convênio administrativo e dirigida por Andréa Lima Novaes, prima de Augusto Lima — também passou a reivindicar os mesmos valores.
Preocupada em repassar os recursos duas vezes ou ao destinatário errado, a Prefeitura de Macapá levou o caso à Justiça do Amapá, onde tramita a disputa.
O Credcesta é um cartão de crédito consignado com vínculos operacionais e societários com o Banco Master; investigações apontam que o banco emitiu e estruturou o produto e que a carteira gerou grande movimentação financeira.
Reclamações de servidores e ações civis questionam cobranças de juros elevados no Credcesta.