Justiça argentina bloqueia bens de Cristina Kirchner para garantir indenização de 685 bilhões de pesos
Magistrados do Tribunal Oral Federal nº2 determinaram bloqueio preventivo de imóveis e ativos da ex-presidenta e de seus filhos

O Tribunal Oral Federal nº 2 determinou o bloqueio preventivo de bens de Cristina Fernández de Kirchner e dos filhos Máximo e Florencia Kirchner.
A medida visa garantir 685 bilhões de pesos argentinos (cerca de R$ 2,38 bilhões), valor estimado como indenização pela condenação no caso Vialidad.
Os juízes Jorge Gorini, Rodrigo Giménez Uriburu e Andrés Basso assinaram a decisão nesta quarta-feira, 12/08; a lista inclui imóveis e ativos financeiros.
Entram na lista o apartamento de Cristina na Rua San José 1111, no bairro de Constitución, um duplex, sete garagens, um apartamento e um depósito no Madero Center, imóveis na Recoleta, terrenos, edifícios, garagens, o antigo chalé em Río Gallegos e a propriedade do Hotel La Aldea em El Calafate.
Os magistrados estenderam o processo sobre os bens de Máximo e Florencia Kirchner e solicitaram relatórios bancários sobre contas poupança e cofres de segurança.
Cristina Kirchner cumpre pena de seis anos de prisão por corrupção no caso Vialidad, com inabilitação perpétua para exercer cargos públicos; a primeira condenação ocorreu em 6 de dezembro de 2022.
O bloqueio não altera a titularidade, não prevê execução ou leilão imediato dos imóveis e não modifica a prisão domiciliar de Cristina em sua residência atual.
A defesa contesta os fundamentos técnicos da condenação e diz pretender recorrer a instâncias internacionais.
685 bilhões de pesos — valor que a Justiça busca garantir (≈ R$ 2,38 bilhões; ≈ US$ 456 milhões)
O tribunal mantém o processo de confisco definitivo em andamento enquanto vigora o bloqueio.