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Jandira e Benedita reúnem mais de 500 mulheres em ato pelos 20 anos da Lei Maria da Penha

Encontro na noite de sexta (7) foi transferido para o online por causa do clima no Rio e entregou uma Carta‑Manifesto ao candidato Eduardo Paes

Redação POLITICA.SP9 de ago. de 2026 · 05h325 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Jandira e Benedita reúnem mais de 500 mulheres em ato pelos 20 anos da Lei Maria da Penha
Reprodução: horadopovo.com.br

Mais de 500 mulheres, lideranças, parlamentares e artistas participaram na noite desta sexta (7) de um ato online em celebração aos 20 anos da Lei Maria da Penha, com Jandira Feghali, Benedita da Silva e Eduardo Paes presentes.

A Carta‑Manifesto entregue ao candidato ao governo Eduardo Paes lista compromissos concretos: fortalecer a rede de proteção, ampliar Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e integrar saúde, assistência social, educação, segurança pública e trabalho.

O encontro foi transferido do presencial para o online devido ao clima no Rio; Jandira Feghali (PCdoB), candidata à Câmara dos Deputados, foi relatora da lei na Câmara e destacou que a legislação nasceu das demandas das mulheres de todo o país.

Benedita da Silva (PT), candidata ao Senado, afirmou que a força da lei vem da mobilização das mulheres e dos movimentos sociais e alertou para o momento político do país.

Rafaela Elisiário, presidente da UJS, leu a Carta‑Manifesto com propostas de prevenção ao feminicídio e combate à violência digital e misoginia nas plataformas; a carta dirige‑se ao futuro governo estadual.

Maria da Penha enviou mensagem ao encontro defendendo o fortalecimento permanente da rede de proteção e investimento em políticas públicas para que nenhuma mulher viva marcada pela violência.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, disse que a Lei Maria da Penha foi “uma das maiores conquistas da democracia brasileira” e pediu ampliação das políticas de proteção, acolhimento e autonomia econômica.

Margareth Menezes afirmou que “o que alguns chamam de cultura da violência é, na verdade, ausência de civilidade” e pediu união em defesa da democracia e dos direitos das mulheres.

Conceição Cassano, da Federação das Mulheres Fluminenses, destacou a trajetória de Jandira em mais de quatro décadas de atuação parlamentar e a contribuição dela para leis sobre saúde, educação, cultura, direitos humanos e enfrentamento à violência de gênero.

Rafaela Lima, presidente da União Brasileira de Mulheres no Rio, e Elza Serra, presidente da Federação das Mulheres Fluminenses, ressaltaram a participação expressiva mesmo com a mudança para formato virtual.