Itamaraty repudia ocupações e violência em Qusra, na Cisjordânia
Ministério chama atos de colonos e tropas de grave violação do direito internacional e pede responsabilização

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil repudia as agressões e ocupações de residências em Qusra, Cisjordânia, e pede sua interrupção imediata.
Na nota, o Itamaraty cita decisão da Corte Internacional de Justiça que considera ilegais as ocupações na Cisjordânia, proíbe novos avanços e exige desocupação.
No domingo (8), colonos israelenses ocuparam violentamente residências em Qusra, agredindo moradores e cortando água e eletricidade de outras casas; na quinta (13) tropas de Israel ocuparam mais residências.
“O Itamaraty condenou os recorrentes atos de violência extremista por parte de colonos israelenses nos territórios ilegalmente ocupados na Cisjordânia, Estado da Palestina, contra civis palestinos”, afirma a nota.
As famílias cujas casas foram ocupadas não podem sair e estão sem suprimentos; imagens mostram soldados israelenses fazendo orações dentro de casas palestinas.
Loui Ridi, palestino residente nos EUA com família em Qusra, viu a invasão pelas câmeras de segurança; os soldados desligaram as câmeras na quinta (13). “É aterrorizante, é frustração, é medo pela vida da minha família”, disse ele.
15 palestinos — trancados dentro de suas casas sem água e eletricidade
2 crianças — entre os detidos sem suprimentos
O governo brasileiro pressionou Israel para garantir segurança e liberdade dos moradores de Qusra e para que todos os envolvidos na violência sejam responsabilizados.