Instituto criado em março lidera disputa por R$ 1,9 bi para Hospital Inteligente
Resultado preliminar colocou o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil em 1º; contrato prevê dez anos de gestão.

Um instituto criado em 4 de março e presidido pela cardiologista Ludhmila Hajjar ficou em primeiro no chamamento para gerir o Hospital Inteligente.
O contrato vale R$ 1,9 bilhão, com desembolso previsto nos primeiros quatro anos de um total de dez anos de vigência.
O edital saiu em junho de 2026 e o resultado preliminar foi publicado no Diário Oficial da União em 24 de julho.
A instituição vencedora é o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI), cuja missão inclui apoiar a implementação da rede de UTIs Inteligentes e gerir o Instituto Tecnológico de Emergência (ITE), nome oficial do Hospital Inteligente.
A unidade será instalada no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
No quadro societário do ITMI constam Ludhmila Hajjar; o neurocirurgião Carlos Gilberto Carlotti Júnior; o empresário Guilherme Pellegrini Mammana; o advogado Antônio Pedro Lovato; e os médicos Tarcisio Eloy Pessoa de Barros Filho, Fábio Biscegli Jatene e Giovanni Guido Cerri.
A segunda colocada no chamamento foi a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), criada em 1971 e com contratos para gerir centenas de unidades em São Paulo, Rio, Minas e Ceará.
O projeto foi viabilizado após empréstimo de R$ 1,7 bilhão firmado com o Banco dos Brics; o contrato federal foi assinado em janeiro, em evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Alexandre Padilha, a ex-presidenta Dilma Rousseff e Ludhmila Hajjar.
A possível instalação no terreno do Instituto Adolfo Lutz provocou reação de pesquisadores; a diretoria do Lutz estimou custo de R$ 446 milhões e prazo de três anos para mudança de sede.
O documento do Adolfo Lutz detalha R$ 322 milhões para construir novo prédio em 30 meses e R$ 124,25 milhões para transporte dos ativos em seis meses.
A secretaria estadual de Saúde afirmou que ainda não definiu o local de implantação e que alternativas seguem em análise, com planejamento técnico prévio para preservar atividades laboratoriais.
"O chamamento está em andamento, em conformidade com todas as regras previstas pela legislação", afirmou o Ministério da Saúde.
O próximo passo é a análise de eventuais recursos; o resultado final será publicado em 12 de agosto, conforme o cronograma.