INSS reduz fila em 74% e tem prazo para zerar atrasos até setembro de 2026
Com nova presidente e mutirões, autarquia já aplica piso de R$1.621 e teto de R$8.475,55 em concessões

INSS reduziu em 74% o estoque de processos atrasados e quer zerar pedidos fora do prazo de 45 dias até setembro de 2026.
A meta do governo é eliminar o estoque de pedidos atrasados até setembro de 2026, um mês antes das eleições presidenciais.
O volume de requerimentos aguardando análise há mais de 45 dias caiu de 1,88 milhão em janeiro para 486 mil em meados de julho de 2026; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o prazo.
A nomeação de Ana Cristina Viana Silveira para a presidência do INSS impulsionou a estratégia, que combinou automação, mutirões de análise e expansão do Atestmed para substituir perícia presencial em auxílios de curto prazo.
Hoje entram cerca de 1,3 milhão de novos requerimentos por mês; há 1,68 milhão de pedidos em análise, dos quais cerca de 450 mil estão parados por falta de documentação do segurado (cumprimento de exigência).
Todas as novas concessões já respeitam o piso previdenciário de 2026, R$ 1.621,00, e o teto previdenciário de R$ 8.475,55, o que altera pagamentos e pressiona o orçamento da União ao destravar benefícios represados.
Segurados devem checar a aba "Cumprimento de Exigência" no aplicativo Meu INSS e anexar documentos; quem tem auxílio por incapacidade de até 180 dias pode usar o Atestmed, com CRM, CID e tempo de repouso no atestado.
Se um pedido ficar parado mais de 45 dias sem exigência aberta, é possível entrar com Mandado de Segurança na Justiça Federal para obrigar análise imediata.