Haddad: reconstruir superávit sem prejudicar renda dos mais pobres
Ex-ministro e candidato ao governo de SP disse que ajuste tradicional corta salários e recursos essenciais e reduz consumo

Fernando Haddad defende reconstruir superávit primário sem prejudicar a base da pirâmide.
Ele afirmou que o ajuste fiscal tradicional congela salário mínimo, tabela do imposto de renda e recursos da saúde e da educação, e que tirar renda das famílias mais pobres reduz o consumo.
Haddad é ex-ministro da Fazenda e candidato pelo PT ao governo de São Paulo; falou nesta sexta (7) durante sabatina no Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) e na FeSaúde; disse não participar da formulação do plano de governo petista à Presidência.
O candidato criticou o ajuste defendido pela "Faria Lima", com foco em corte de gastos; a política fiscal é um dos principais pontos de atenção de agentes do mercado financeiro e economistas ao avaliar um novo governo de Lula.
Nas últimas semanas, integrantes da cúpula política da campanha intensificaram esforços para reconstruir a ponte entre o governo e o mercado e apaziguar temores sobre a situação econômica do país.
"Quando você faz esse ajuste tradicional que é pedido pela Faria Lima, você compromete o crescimento da economia", disse Haddad durante a sabatina no SindHosp e na FeSaúde.