Governo colombiano não chega às áreas mais afetadas pelo terremoto
Igreja assume atendimento primário enquanto bloqueios impedem acesso a Quibdó, Cali, Pereira e Manizales

O governo da Colômbia não tem conseguido levar ajuda às regiões mais afetadas pelo terremoto de magnitude 7,4.
Como consequência direta, a Igreja tem assumido a atenção primária às vítimas e arrecada fundos para comprar medicamentos, comida, água e barracas (contato: colabore@acn.org.br).
María Inés Espinosa Calle, diretora-executiva da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) na Colômbia, afirma que severas barreiras geográficas impedem o Estado de acessar Quibdó, Cali, Pereira e Manizales.
A Organização das Nações Unidas relatou bloqueios em estradas e rotas que dificultam medir a destruição e chegar às populações isoladas.
A Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD) registrou 287 mortos e 3.975 feridos até o último balanço.
Estimativas iniciais apontam mais de 13.000 habitações destruídas e cerca de 79.000 danificadas pelo tremor.
O governo de Abelardo de la Espriella afirma que 378 pessoas estão desaparecidas, enquanto a plataforma civil Colombia te Busca ainda não localizou 4.253 pessoas.
O governo pediu ajuda a quatro países — Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador — e o presidente Abelardo de la Espriella nega politização na escolha dessas cooperações.
7,4 — magnitude do terremoto
287 — mortos no último balanço da UNGRD
3.975 — feridos registrados pela UNGRD
13.000+ — habitações destruídas (estimativa inicial)
79.000 — habitações danificadas (estimativa inicial)
“A presença do Estado tem sido insuficiente devido a severas barreiras geográficas”, disse María Inés Espinosa Calle sobre o acesso às áreas afetadas.
O próximo passo é acelerar as operações de busca e resgate com o apoio dos quatro países solicitados e priorizar o transporte de ajuda humanitária às rotas desbloqueadas.