Goiás: quatro nomes dominam o governo; eleição de 2026 testa sucessão
Daniel Vilela assumiu em 2026; oposição está fragmentada entre PSDB, PL e a Federação Brasil da Esperança

Quatro políticos dominaram o governo de Goiás desde 1982: Iris Rezende, Maguito Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB) e Ronaldo Caiado (hoje no PSD).
Daniel Vilela, do MDB, assumiu o Palácio das Esmeraldas em 2026 após a renúncia de Ronaldo Caiado, que deixou o cargo para disputar a Presidência.
Na janela partidária, 16 dos 41 deputados estaduais trocaram de legenda; o número de partidos na Assembleia caiu de 16 para 13, e o MDB de Daniel Vilela passou a ter a maior bancada, com sete deputados.
Entre 2019 e 2023, 11 deputados oposicionistas migraram para a base de Caiado, o maior volume em quatro legislaturas.
Marconi Perillo concorre pelo PSDB e foca na crítica à "taxa do agro", na defesa de incentivos fiscais ante a reforma tributária, no questionamento do custo de obras como o hospital oncológico e na defesa da Universidade Estadual de Goiás.
O senador Wilder Morais, do PL, lançou candidatura ao governo com a vice Ana Paula Rezende, filha de Iris Rezende, mas enfrenta divisão interna no partido; parte do PL prefere apoiar Caiado.
A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) lançou Luís Cesar Bueno (PT), que prioriza obras federais no estado, programas sociais, ampliação do Plano Safra e combate a privatizações como a da Saneago.
Na disputa ao Senado estão as vagas de Vanderlan Cardoso (PSD) e Jorge Kajuru (PSB); Goiás elege 17 deputados federais na proporcional.
O governo tenta centrar a campanha em segurança pública e obras de infraestrutura no entorno do Distrito Federal; as oposições atacam o custo dessas obras.
A eleição de 2026 dirá se o grupo no poder conclui a transferência sucessória sem rupturas internas ou perde para um rival de longa data.