Gakiya rejeita convite de Caiado e diz: declarar facções terroristas não resolve
O promotor recusou convite para chefiar a Segurança Pública e criticou a classificação dos EUA como ineficaz e perigosa à soberania

O promotor Lincoln Gakiya rejeitou o convite do candidato Ronaldo Caiado (PSD) e afirmou que declarar facções como terroristas não combate o crime.
Gakiya disse que não pretende deixar o Ministério Público de São Paulo para assumir cargo em eventual governo; Caiado havia dito que o nomearia para a pasta da Segurança Pública se eleito.
Em maio, Gakiya afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar cartéis e facções como terroristas não trouxe resultados no México ou nos EUA, e citou cartéis mexicanos, as maras de El Salvador, o Trem de Aragua e o PCC operando nos Estados Unidos.
Gakiya declarou que já recebeu vários convites em épocas eleitorais, inclusive em gestões passadas, e que, como promotor de Justiça da ativa, não pode envolver-se em atividade político-partidária.
O promotor advertiu que a mudança de classificação pelos EUA pode permitir operações militares secretas em território estrangeiro, mencionando riscos à soberania brasileira e prejuízo à cooperação entre órgãos de polícia por transferir o tema para a Defesa.
Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, defendeu que o governo Lula deveria ter declarado o PCC e o CV como organizações terroristas e afirmou: “Se eu estivesse no governo, eu já tinha decretado como terrorista e já tinha ampliado muito mais as penas.”
“Não é a classificação por si só que vai melhorar”, disse Lincoln Gakiya ao criticar a medida americana.