Fundo Soberano do RJ encolheu 39,8% no governo Castro
Saldo caiu de R$ 3,42 bilhões em 2023 para R$ 2,06 bilhões em 2025; projetos de R$ 730 milhões foram aprovados em março

O Fundo Soberano do Rio de Janeiro perdeu quase 40% do saldo entre 2023 e 2025, chegando a R$ 2,06 bilhões.
Essa redução foi de R$ 1,36 bilhão sobre R$ 3,42 bilhões no fim de 2023, e em março projetos de R$ 730 milhões foram aprovados pelo Conselho Gestor.
O Conselho aprovou obras de pavimentação, sinalização e contenção de encostas para municípios fluminenses, valor equivalente a cerca de 35% do saldo do fundo no fim de 2025.
As propostas aprovadas em março foram depois suspensas pelo governador em exercício, Ricardo Couto.
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) criou o fundo em 2022 para transformar royalties do petróleo em reserva estadual.
O fundo fechou 2022 com R$ 3,05 bilhões, atingiu pico de R$ 3,42 bilhões em 2023 e recuou até R$ 2,06 bilhões em 2025.
A queda ocorre enquanto as receitas com petróleo aumentam: no primeiro semestre de 2026 o estado e municípios receberam mais de R$ 21,5 bilhões em royalties, e a arrecadação estadual com royalties cresceu 13,95% no período.
O estado também projeta um rombo fiscal de R$ 19 bilhões para 2026, elevando o impacto da redução do fundo.
R$ 3,05 bilhões — saldo do fundo em 2022
R$ 3,42 bilhões — pico do fundo no fim de 2023
R$ 2,06 bilhões — saldo do fundo no fim de 2025
R$ 1,36 bilhão — queda entre 2023 e 2025
R$ 730 milhões — projetos aprovados em março de 2025
R$ 21,5 bilhões — royalties recebidos por estado e municípios no 1º semestre de 2026