Fundo da Marinha Mercante aprova 15 projetos e indústria naval retoma atividade
Financiamento inclui cinco navios gaseiros para a Petrobras e navios-patrulha; estaleiros recuperam empregos após década de queda

O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante aprovou neste mês uma carteira de 15 projetos para construção, modernização e reparação de embarcações.
Os projetos incluem o financiamento de cinco navios gaseiros para transporte de GLP pela Petrobras e navios-patrulha para a Marinha, além de investimentos em infraestrutura portuária.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende que a Petrobras faça encomendas no Brasil para estimular a construção naval; o governo também usa recursos do FMM e financiamentos do BNDES na retomada.
O Estaleiro Mauá, com atividades iniciadas em 1845 em Niterói (RJ), tem portfólio de mais de 160 embarcações construídas e quase 640 reparadas; o executivo Miro Arantes disse que a empresa chegou a ter mais de 5 mil funcionários.
O setor, que chegou a empregar mais de 82 mil pessoas em 2014 e foi o 2º maior produtor mundial em 1973, caiu para 700 trabalhadores em 2020; hoje o texto indica que conta novamente com 90 mil trabalhadores.
O volume da produção industrial do setor caiu de R$ 6,8 bilhões em 2014 para R$ 1,97 bilhão em 2016, conforme o IBGE, e vários estaleiros fecharam ou entraram em recuperação judicial; o Mauá entrou em recuperação em 2024 e negociou passivos para obter certidão negativa.
"Hoje, temos 1.400, ou seja, dobramos a quantidade de postos de trabalho", disse Miro Arantes, citando investimentos em máquinas, treinamento e certificação para voltar à construção de navios.
A expectativa do Estaleiro Mauá é se habilitar e voltar a apresentar propostas para construção de navios neste ano ou no início de 2027.