Filha de “Clezão” pede audiência presencial com Lula sobre a morte do pai
Luíza Cunha, candidata do PL ao DF, quer discutir “garantias fundamentais” e responsabilização do Estado pela morte em novembro de 2023

Luíza Cunha (PL) protocolou nesta sexta (14/8) pedido de audiência presencial com o presidente Lula no Palácio do Planalto.
Ela quer falar sobre “garantias fundamentais” e a morte do pai, Clériston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, ocorrida em novembro de 2023 na Papuda.
Clezão, preso por participação no 8 de Janeiro, morreu aos 46 anos durante banho de sol no Centro de Detenção Provisória II da Papuda, em Brasília.
No requerimento, Luíza afirma que a defesa havia alertado para o estado de saúde dele e que a Procuradoria-Geral da República emitiu parecer favorável à soltura e à adoção de medidas cautelares.
A filha atribui a morte do pai a “falhas e omissões do Estado” e classifica o caso como “abuso de poder” e “omissão estatal”.
Luíza também pergunta ao Planalto se o discurso de pacificação do governo alcança familiares de pessoas ligadas à direita e ao conservadorismo.
Ela informa ter protocolado no STF pedido para visita humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em razão da admiração que o pai nutria por ele.
Luíza lançou em junho sua candidatura à Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo PL; o anúncio foi em evento com lideranças da direita, entre elas a senadora Damares Alves, com participação por vídeo de Michelle Bolsonaro.
14/8 — data do pedido de audiência no Palácio do Planalto
novembro de 2023 — morte de Clériston Pereira da Cunha, “Clezão”, na Papuda
46 anos — idade de Clezão na data da morte
A audiência foi pedida para ocorrer presencialmente no Planalto, em data a ser definida pela Presidência.