EUA publicam vídeo dizendo que 'dominância' nas Américas nunca será questionada
O Departamento de Estado postou o vídeo em 11/8; publicação aparece em meio à disputa com a China e às consultas do Brasil na OMC.

O Departamento de Estado publicou em 11/8 vídeo dizendo que a “dominância norte-americana” no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionada.
A publicação ocorre um dia após a China pedir para participar das consultas abertas pelo Brasil na OMC contra tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O vídeo, com mais de cinco minutos, reconta a origem da Doutrina Monroe, apresentada pelo presidente James Monroe ao Congresso em 1823, e cita episódios em que a doutrina justificou ações dos EUA no continente.
Entre os exemplos citados estão a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, e a política do governo Ronald Reagan contra grupos de esquerda apoiados pela União Soviética na América Latina.
Na parte dedicada ao governo atual, a publicação cita a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro durante a Operação Absolute Resolve, realizada em janeiro deste ano, conduzida por forças americanas e que resultou na prisão de Maduro e da esposa Cilia Flores.
A matéria relembra que, em 1904, o presidente Theodore Roosevelt formulou o Corolário Roosevelt, e que a nova versão ligada ao governo Trump adapta essa lógica às disputas geopolíticas contemporâneas.
A Estratégia de Segurança Nacional afirma que os EUA devem impedir que potências de fora do Hemisfério Ocidental estabeleçam presença ou controlem ativos estratégicos na região, e em junho uma autoridade do Departamento de Estado disse ao Congresso que o governo Trump voltou a colocar o Hemisfério Ocidental no centro da política externa.
11/8/2026 — data da publicação do vídeo
5+ minutos — duração aproximada do vídeo
1823 — ano da Doutrina Monroe
1962 — crise dos mísseis em Cuba citada no vídeo
"American dominance in the Western Hemisphere will never be questioned again", escreveu o Departamento de Estado na postagem de 11 de agosto.
O Brasil abriu formalmente o processo de consultas na OMC para contestar tarifas americanas; esta etapa busca permitir entendimento entre os países antes da eventual abertura de painel.