ES: segurança domina disputa entre Ferraço, Pazolini e Salomão
Casagrande lidera a corrida; coalizões disputam prefeituras-chave e eleitorado conservador na capital.

A disputa pelo governo do Espírito Santo tem segurança pública no centro, com Ricardo Ferraço (MDB), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Helder Salomão (PT) como principais nomes.
Um levantamento de julho mostra Renato Casagrande (PSB) na liderança, e a coalizão de Ferraço controla prefeitos de Serra, Cariacica e Vila Velha, garantindo capilaridade no interior.
Paulo Hartung (PSD) e Magno Malta (PL) desistiram da corrida; restam Ricardo Ferraço (governador em exercício, MDB), Lorenzo Pazolini (ex-prefeito de Vitória, Republicanos) e Helder Salomão (deputado federal, PT). Professor Fabian (PSOL) é opção da esquerda; Renato Casagrande (ex-governador, PSB) e Fabiano Contarato (senador, PT) figuram na centro-esquerda; Sergio Meneguelli (deputado estadual, PSD) e Rose de Freitas (ex-senadora, MDB) representam a centro-direita; Maguinha Malta (PL) é o nome da direita.
A coalizão de Ferraço inclui MDB, PSB, PDT, Podemos e a federação União Progressista; Pazolini articula Republicanos e busca adesão do PL; o PSD declarou neutralidade para o governo e lançou Sérgio Meneghelli ao Senado.
O grupo de Helder Salomão é estruturado na federação PT, PCdoB e PV, com apoio declarado do presidente Lula, adesão do PSOL e tentativa de reeleição do senador Fabiano Contarato; a base territorial de Salomão é Cariacica e municípios do Norte capixaba.
A geografia eleitoral: o campo governista domina Grande Vitória (exceto Vitória), norte e noroeste; Pazolini concentra força em Vitória e no sul conservador; Arnaldinho Borgo (prefeito de Vila Velha, PSDB) chegou a apoiar Pazolini antes de voltar ao governismo; em Cachoeiro de Itapemirim há conflito entre Victor Coelho (ex-prefeito, PSB) e Theodorico Ferraço (prefeito, PP), expondo fissuras.
A agenda securitária inclui medidas de Ferraço: criação de uma companhia de elite da PM para combate às facções, proposta de tipificar facções como terrorismo, transferência da mediação de conflitos fundiários de Direitos Humanos para Segurança Pública e bloqueio da doação de um terreno ocupado pelo MST em Linhares, com pedido de reintegração de posse na Justiça.
Helder Salomão evita disputar o eixo da segurança, apresenta Ferraço e Pazolini como variantes de um mesmo projeto e aposta na nacionalização da disputa, oferecendo parceria com o governo federal para ampliar investimentos e políticas sociais.
56% — percentual da reeleição de Lorenzo Pazolini como prefeito de Vitória em 2024
88% — percentual da reeleição de Euclério Sampaio em Cariacica
7 — partidos representados hoje na bancada federal do Espírito Santo: PP, PT e PSB (2 deputados cada); União Brasil, Republicanos, Podemos e PL (1 cada)
12 — siglas presentes na Assembleia Legislativa do Espírito Santo
Nos próximos meses, os capixabas saberão para onde os ventos das eleições levarão a política estadual.