Durigan espera normalizar comércio e diálogo com os EUA após eleições
Ministro da Fazenda diz que problemas são pontuais e cita eleições de outubro como marco para recomposição bilateral

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda (17/8) que espera retomada do diálogo e do fluxo comercial com os EUA após as eleições, em outubro.
Durigan disse que os problemas entre Brasil e EUA são pontuais e não devem impedir recomposição da relação bilateral depois do período eleitoral.
Ele fez as declarações na 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo, e pediu retomada do "fluxo de comércio, o fluxo de diálogo institucional, de inteligência, de colaboração da Receita [Federal], da Polícia Federal".
O ministro criticou as sobretaxas impostas pelos EUA e chamou de incoerente penalizar o Brasil comercialmente enquanto o país registra déficit na relação com os norte-americanos.
Durigan afirmou: "O Brasil que é o país mais pobre que os Estados Unidos, com renda per capita menor que os Estados Unidos... Nós estamos sendo punidos e a gente dá superavit para eles, nós fazemos déficit. Não faz nenhum sentido, nenhum sentido."
Os Estados Unidos impuseram tarifas adicionais de 37,5% sobre produtos brasileiros; o governo brasileiro avalia medidas de reciprocidade e negocia a retirada das sobretaxas.
Durigan defendeu posição externa independente: "O Brasil não se dobra à América do Norte, à Europa ou à Ásia" e afirmou que o país deve ampliar relações comerciais sem depender de um único parceiro.
Sobre retaliações, disse que eventual resposta dependerá da avaliação dos setores empresariais afetados e será feita com "cautela e responsabilidade".