Duda Salabert diz não comemorar condenação de influenciadora a dois anos
Condenação em primeira instância na Bahia pune uso de pronomes masculinos; decisão foi assinada por juíza da 9ª Vara Criminal de Salvador

A deputada Duda Salabert (PDT-MG) afirmou não comemorar a condenação a dois anos de prisão da influenciadora Bianca Barreto por falas consideradas transfóbicas.
A ação foi movida pelo Ministério Público da Bahia e a decisão é de primeira instância, passível de recurso.
A influenciadora foi condenada a dois anos de reclusão, em regime semiaberto, e ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais por usar propositalmente pronomes masculinos para se referir à deputada.
A sentença foi assinada pela juíza Eduarda de Lima Vidal, da 9ª Vara Criminal de Salvador, que aplicou a Lei do Racismo com base em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Duda se manifestou nesta terça (11/8) e disse não conhecer Bianca, não ter conhecimento prévio das declarações e não ter sido quem procurou a Justiça.
A deputada declarou que não entrou na política para concentrar o mandato em ataques à sua identidade de gênero e listou educação pública, emprego, salário, meio ambiente, mineração, segurança, saúde e futuro das cidades como prioridades.
Duda disse ainda que falava em caráter pessoal, não em nome do movimento trans, mas reconheceu que pessoas trans e travestis continuam vítimas de violência e discriminação no Brasil.
Bianca Barreto rebateu nas redes: “Não compro o discurso de Duda!”, alegando contradição com ação anterior movida por Duda contra o deputado Nikolas Ferreira.
A condenação é de primeira instância e cabe recurso judicial.