Diretor do MIDC diz não haver sinais de que tensão Brasil-EUA apareça no comércio
Herlon Brandão afirmou em coletiva sobre os dados de julho que só medidas concretas afetam fluxos comerciais

Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MIDC, disse nesta quinta-feira (6) que não vê evidências de que a escalada de tensões diplomáticas entre Brasil, Estados Unidos e Argentina possa ser mensurada nos dados de comércio exterior.
Ele explicou que mudanças nos fluxos comerciais tendem a ocorrer apenas quando questões políticas se traduzem em medidas concretas que restrinjam ou incentivem o comércio.
Brandão afirmou na coletiva sobre os dados de julho que as estatísticas de comércio exterior são resultado da compra e venda de milhares de empresas, incluindo comércio intrafirma, e não do governo.
O diretor descartou relação entre a queda de 5% das exportações brasileiras para os Estados Unidos em julho e o último pacote de tarifas dos EUA, porque as medidas passaram a vigorar plenamente apenas em 29 de julho, sem tempo hábil para afetar os dados do mês.
US$ 7,1 bilhões — superávit da balança comercial brasileira em julho
5% — queda das exportações brasileiras para os Estados Unidos em julho
29 de julho — data em que as tarifas americanas passaram a vigorar plenamente
nesta quinta-feira (6) — data da coletiva em que Brandão falou
"Essas estatísticas que divulgamos são resultados da compra e venda de empresas, são milhares de empresas comprando e vendendo, fazendo negócios, comércio intrafirma. Não é o resultado de governo", disse Herlon Brandão na coletiva sobre os dados de julho.