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DF tem um dos piores ensinos médios do país; Goiás domina top 20 do Ideb

Índice 2025, divulgado em 5/8, coloca o Distrito Federal abaixo da média nacional e registra queda única entre as UFs

Redação POLITICA.SP11 de ago. de 2026 · 02h334 acessos📲 Enviar no WhatsApp
DF tem um dos piores ensinos médios do país; Goiás domina top 20 do Ideb
Reprodução: www.metropoles.com

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, lançado em 5/8, classifica o ensino médio do Distrito Federal entre os piores do país.

O DF aparece à frente apenas de Amazonas, Amapá, Bahia, Maranhão e Roraima, e ficou abaixo da média nacional de 4,5.

O levantamento do Ministério da Educação avalia desempenho escolar e aprovação numa escala de 0 a 10; a meta do MEC é 5,2.

Goiás teve 10 escolas entre as 20 melhores do Ideb 2025; cinco dessas ficam em Formosa (GO). O Colégio Estadual Doutor José Balduíno de Souza Décio, em Formosa, é o terceiro melhor do Brasil.

O Distrito Federal teve queda de 4,2 em 2023 para 4,1 em 2025, sendo a única unidade da federação a registrar retração.

Renato Brito, especialista em educação e coordenador do stricto sensu em educação da Universidade Católica de Brasília, disse que o ensino médio “reúne maior complexidade curricular e um público em transição para vida adulta”.

Brito apontou três desafios no DF: acompanhamento pedagógico individualizado, fortalecimento de português e matemática avaliados pelo Saeb, e monitoramento sistemático por escola.

A secretária de Educação do Distrito Federal informou que ampliará o acompanhamento pedagógico para Anos Finais e Ensino Médio, com diagnóstico frequente, recomposição de habilidades e monitoramento por escola.

5/8 — data de divulgação do Ideb 2025

0–10 — escala do Ideb

4,5 — média nacional em 2025

4,2 → 4,1 — nota do DF, 2023 para 2025

5,2 — meta do Ministério da Educação

O especialista afirmou que o alto desempenho de Goiás decorre de tratar a educação “como política de Estado ao longo de diferentes gestões”.

O próximo passo anunciado para o DF é ampliar, no próximo ciclo, o monitoramento pedagógico por escola e apoio às Coordenações Regionais de Ensino (CREs).