DF aplicou 12/8 o primeiro Protocolo de Internação Involuntária Humanizada
Sedes-DF detalhou em 13/8 o fluxo: triagem nas ruas, avaliação clínica e internação com Plano Terapêutico de até 90 dias.

DF aplicou na noite de 12/8 o primeiro Protocolo de Internação Involuntária Humanizada.
A internação pode durar até 90 dias com Plano Terapêutico; após alta, o paciente segue no Caps de referência e nos programas da Sedes-DF.
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) explicou em 13/8 que a chegada à rede começa com pré-triagem nas ruas e busca ativa para programas assistenciais e de saúde.
Após a triagem, equipe com psicólogo, assistente social e enfermeiro avalia sinais que justificam internação involuntária: risco à vida, violência e negligência extrema nos autocuidados.
Em risco de morte iminente, a pessoa é encaminhada a hospital geral ou UPA; para necessidade de estabilidade clínica, segue para UPA; a decisão médica formaliza a internação com Plano Terapêutico.
O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, disse em 13/8 que o protocolo não se restringe a moradores de rua e que, em prisões, o delegado avaliará o caso e poderá acionar o Samu para encaminhamento a hospital de referência como o São Vicente de Paula.
O primeiro caso ocorreu após uma criança de 5 anos ser chutada na cabeça em 12/8 na 302 Sul; o agressor identificado é Celso Pinheiro, 41 anos; a Secretaria de Saúde do DF analisa o caso.
Nas últimas duas semanas, houve ao menos nove ataques atribuídos a pessoas em situação de rua, entre eles um homicídio com 36 facadas em 9/8 e várias agressões e assaltos em Asa Sul, Asa Norte, Taguatinga e Águas Claras.
O GDF sancionou em 20/7 a lei que institui acolhimento e autoriza internação humanizada, aplicável apenas em casos excepcionais de “risco iminente à vida do indivíduo ou de terceiros, atestadas por profissional médico”.
12/8 — primeiro uso do protocolo, agressão a criança na 302 Sul
13/8 — Sedes-DF e secretário Alexandre Patury explicaram o fluxo
20/7 — lei sancionada que permite internação humanizada
até 90 dias — prazo máximo do Plano Terapêutico
A Secretaria de Saúde do DF segue analisando o primeiro caso e as autoridades locais mantêm avaliação de ocorrências e encaminhamentos clínicos.