Despesas financeiras da União somam R$ 149 bilhões em 1º semestre de 2026
Selic em 14% ao ano eleva custo de rolagem da dívida e pressiona déficit nominal e relação Dívida/PIB

A União desembolsou R$ 149 bilhões em despesas financeiras no primeiro semestre de 2026.
O patamar da taxa Selic, fixada em 14% ao ano, elevou o custo de rolagem da Dívida Pública Federal e ampliou o déficit nominal.
O Tesouro Nacional registrou R$ 149 bilhões pagos em juros, encargos e atualizações monetárias da Dívida Pública Federal no acumulado do semestre.
O Comitê de Política Monetária manteve a Selic em 14% ao ano na decisão de 5 de agosto de 2026, pressionando títulos pós-fixados, como LFTs, e papéis indexados ao IPCA.
A combinação do volume da dívida e da taxa básica de juros encarece a gestão do passivo e exige novas emissões para honrar compromissos.
O aumento das despesas financeiras amplia a dívida bruta em relação ao PIB, indicador observado por agências de risco, investidores da B3 e de Wall Street.
Parte expressiva da DPF está atrelada à Selic e ao IPCA; cada ponto da taxa acrescenta dezenas de bilhões ao custo anual do Tesouro.
Para investidores, a matéria recomenda tesouro pós-fixado e títulos indexados ao IPCA como proteção, e cautela com títulos pré-fixados de vencimento longo.