Demanda por ônibus cai 3,7% em 2025; Tarifa Zero já em 146 cidades
Anuário NTU 2025-2026 mostra frota média de 6,38 anos, custo anual de R$ 75,7 bilhões e subsídios cobrindo ~20%

Demanda por ônibus urbanos caiu 3,7% em 2025 e ficou em 77,5% do nível de 2019.
A NTU estima custo anual de R$ 75,7 bilhões para o sistema e diz que subsídios públicos cobrem cerca de 20% desse total.
A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) divulgou o Anuário NTU 2025-2026 no 39º Seminário Nacional NTU, em São Paulo, em 11 de agosto de 2026.
Os passageiros equivalentes — viagens que geram receita tarifária — representavam 72% em 2021 e caíram para 55,4% em 2025.
A idade média da frota acompanhada pela NTU recuou de 6,44 anos em 2024 para 6,38 anos em 2025; a série permanece acima de seis anos desde 2021.
A amostra usada para calcular a idade média inclui Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, e os sistemas municipal e metropolitano de Goiânia e Recife.
A NTU contabiliza 440 cidades com algum subsídio: 294 com subsídio parcial e 146 com Tarifa Zero universal; oito municípios interromperam a gratuidade.
Dos recursos destinados a subsídios, 98% vão para sistemas com subsídio parcial e 2% financiam programas de Tarifa Zero.
A NTU criou uma comissão de empresários para debater Tarifa Zero e vinha preparando o programa chamado Transporte para Todos, antecipado em 27 de março de 2026.
O presidente da NTU, Edmundo Pinheiro, afirmou que a proposta não deveria tratar apenas da redução tarifária, mas também da qualificação do serviço.
"A combinação dessas fontes poderia cobrir cerca de 85% do custo", disse o diretor-presidente da NTU, Francisco Christovam, sobre a fórmula proposta, que inclui modernização do vale-transporte e benefício vinculado ao Bolsa Família.