Cury registra plano de governo com semipresidencialismo e reforma do STF
Documento de 200 páginas, entregue ao TSE em 13/8, traz 18 projetos e propostas institucionais detalhadas

Augusto Cury (Avante) registrou no TSE nesta quinta (13/8) um plano de governo de 200 páginas com 18 projetos estruturais.
O documento propõe três reformas institucionais: semipresidencialismo, reforma do STF e uma “Nova Diplomacia Econômica”.
No semipresidencialismo, o presidente dividiria o governo com um primeiro‑ministro, segundo o texto entregue ao tribunal.
A reforma do STF prevê reduzir a corte para nove ministros, estabelecer mandato fixo de oito anos e transferir a indicação para as próprias classes: magistratura, Ministério Público e OAB.
A proposta de Nova Diplomacia Econômica quer transformar o ministro das Relações Exteriores em um “Secretário de Estado”, modelo comparado ao dos EUA.
O plano detalha projetos por área: educação, saúde, empreendedorismo e meio ambiente, incluindo políticas específicas descritas no documento.
Em educação, propõe escola em tempo integral com Gestão da Emoção, educação financeira, empreendedorismo e acolhimento a alunos neurodivergentes.
Na economia, prevê formar 10 milhões de novos microempreendedores, criar linha de crédito com juros de 5% a 6% ao ano e cinco zonas francas de exportação em Fortaleza, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Para proteção à mulher, sugere uso de tecnologia como botões de pânico e drones e estímulo à autonomia econômica feminina.
Em saúde, propõe desafogar o SUS com telemedicina e meta de atendimento em até 30 minutos para casos básicos.
Em segurança, pretende integrar as polícias por meio de Inteligência Artificial.
Cury diz que usará sua experiência em psicologia e gestão da emoção para superar a polarização ideológica e defender “uma mente capitalista e um coração social”.
No registro de candidatura, Augusto Cury declarou R$ 242 milhões em bens, entre fazendas, apartamentos e saldos em contas.
Esta é a primeira vez que o escritor e psiquiatra concorre a um cargo público; ele foi laureado em 2009 pela Academia Chinesa de Literatura pelo livro O vendedor de sonhos.