Cury propõe fim da vitaliciedade e mandatos de 8 anos para ministros do STF
Candidato do Avante quer dois terços da Corte formados por magistrados de carreira e limite de filiação política de cinco anos

Augusto Cury (Avante) defendeu acabar com a vitaliciedade do STF e adotar mandatos de oito anos para ministros.
Ele propõe que dois terços dos integrantes da Corte sejam magistrados de carreira e que indicados não tenham ocupado cargo político nem sido filiados a partido nos últimos cinco anos.
Cury afirmou nesta segunda (17/8) que magistrados, membros do Ministério Público e representantes da OAB devem indicar candidatos, e que o Senado teria a palavra final ao chancelar as nomeações.
O candidato criticou a "espetacularização" dos julgamentos do Supremo, disse que os votos devem continuar públicos, mas que não precisam ser integralmente televisionados.
Augusto Jorge Cury, 67 anos, é médico psiquiatra, professor e escritor; é a primeira vez que disputa a Presidência, foi oficializado pelo Avante com Júlio Delgado como vice e defende semipresidencialismo.
8 anos — duração proposta do mandato dos ministros
5 anos — prazo sem cargo político ou filiação exigido antes da indicação
2/3 — fração da Corte que Cury quer formada por magistrados de carreira
R$ 242,2 milhões — patrimônio declarado por Cury à Justiça Eleitoral
"Oito anos e ele vai embora, para nunca mais voltar", disse Cury ao explicar o fim da vitaliciedade.
Se eleito, Cury pretende convocar representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário para um pacto de governabilidade e diz que deixará completamente suas atividades empresariais.