Cury diz que Brasil já é parlamentarista e aponta Tarcísio como primeiro‑ministro
Em sabatina nesta segunda (17/8), o candidato do Avante defendeu semipresidencialismo e explicou divisão de funções entre presidente e premier.

Augusto Cury afirmou nesta segunda (17/8) que o Brasil já funciona, na prática, como um país parlamentarista e defendeu o semipresidencialismo.
O modelo, disse Cury, permitiria destituir um primeiro‑ministro impopular, corrupto ou ineficiente sem impeachment presidencial.
Cury, candidato à Presidência pelo Avante, falou em sabatina e citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como nome apropriado para primeiro‑ministro.
Ele propôs que o presidente fique responsável por áreas estratégicas — Forças Armadas e política externa — e o primeiro‑ministro cuide da condução do governo e da gestão do país.
Cury também afirmou: “Se o primeiro‑ministro for impopular, corrupto ou ineficiente, ele é destituído sem traumas para a nação.”
O candidato tem 67 anos, é médico psiquiatra, professor e escritor, e participa pela primeira vez de uma eleição presidencial.
A chapa de Cury foi oficializada com o ex‑deputado e advogado Júlio Delgado como vice, e o programa prevê mudanças institucionais, educação, economia e alteração na escolha de ministros do STF.
R$ 242,2 milhões — patrimônio declarado por Augusto Cury, o maior entre os candidatos à Presidência em 2026.
O plano de Cury inclui proposta de mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal.