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Copom cita política fiscal do governo como risco à inflação

Ata de 11/8 diz que fiscal imprevisível pode elevar prêmio de risco; Selic está em 14% após corte de 0,25 ponto

Redação POLITICA.SP11 de ago. de 2026 · 08h325 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Copom cita política fiscal do governo como risco à inflação
Reprodução: www.metropoles.com

O Copom do Banco Central voltou a apontar, na ata de 11/8, a política fiscal do governo como fator de risco para a inflação.

Isso eleva a necessidade de maior restrição monetária se expectativas se desancorarem, segundo o texto da reunião de agosto.

No encontro, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, e comentou riscos externos ligados à guerra no Oriente Médio e preços do petróleo.

A ata afirma que "as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas" e que fiscal e monetária precisam ser harmonizadas para reduzir o prêmio de risco.

O Copom disse que a política fiscal pode estimular demanda no curto prazo e afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida, impactando a curva de juros.

O texto também aponta incertezas com a política econômica dos Estados Unidos como elemento que mantém risco externo elevado.

Projeções de mercado (Focus) estimam a Selic em 13,75% ao ano no fim de 2026, 12% em 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029.

14% — Selic após corte de 0,25 ponto na reunião de agosto

13,75% — previsão do mercado para a Selic ao fim de 2026

15 e 16 de setembro — próximas reuniões do Copom

3 e 4 de novembro; 8 e 9 de dezembro — demais datas já agendadas

O Copom reiterou que não deve reagir aos choques primários de preço, mas monitorará efeitos secundários e reagirá com firmeza se necessário.

A próxima reunião agendada é em 15 e 16 de setembro, quando o colegiado poderá ajustar a magnitude do ciclo de calibração conforme a evolução do cenário.