Celso Amorim diz que EUA agiram “bizarramente” ao indicar embaixador
Indicação de Daniel Pérez foi anunciada em 1º de junho antes do agrément brasileiro; Senado dos EUA já aprovou o nome.

Celso Amorim afirmou que os Estados Unidos agiram “bizarramente” na indicação do embaixador norte-americano ao Brasil.
A indicação de Daniel Pérez foi anunciada em 1º de junho antes de o pedido formal de agrément ser apresentado ao governo brasileiro.
O Senado dos EUA aprovou Pérez, mas a vinda dele ainda depende do aval (agrément) do governo brasileiro.
Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais da Presidência, disse isso em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
Ele criticou que os EUA deram publicidade antes do agrément e levaram o processo ao Senado americano sem consentimento brasileiro.
“Este é um comportamento totalmente contrário às regras internacionais”, disse Amorim sobre a conduta dos EUA.
Amorim afirmou que a indicação “não aconteceu por acaso”, ocorreu “às pressas” e relacionou a movimentação à proximidade das eleições.
Segundo Amorim, os EUA ficaram mais de um ano e meio sem embaixador no Brasil desde a saída da representante do governo Biden.
A Convenção de Viena exige agrément prévio para evitar constrangimentos; o processo de análise da indicação está nessa etapa atualmente.