Celina Leão pede regulamentação da internação involuntária após invasão na 302 Sul
Governadora do DF enviou à Câmara Legislativa projeto para internação involuntária e humanizada nesta terça (11/8).

Celina Leão defendeu nesta terça (11/8) a regulamentação da internação involuntária de pessoas em situação de rua.
Ela afirmou ter enviado à Câmara Legislativa um projeto que prevê internação involuntária e humanizada e disse que a proposta une assistência social e segurança pública.
O caso que motivou a declaração ocorreu na madrugada de 11/8: Bruno Batista de Jesus, 30 anos, invadiu o Bloco J da 302 Sul, quebrou o vidro da portaria, tentou entrar em ao menos três apartamentos, usou um extintor para bater nas portas e deixou respingos e pegadas de sangue pelos andares.
O suspeito roubou uma faca em um apartamento do 6º andar e fez uma idosa de 95 anos refém no 5º andar; a Polícia Militar do DF atirou para conter a ameaça e o homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu no local por volta das 3h07.
A declaração da governadora ocorre em meio a uma sequência de ocorrências envolvendo pessoas em situação de rua no DF: 7/8, um zelador de 53 anos foi espancado na 314 Norte; 3/8, uma mulher de 21 anos foi atacada em parada de ônibus e o suspeito foi preso e liberado após assinatura de TCO; 31/7, um homem em situação de rua foi preso por atear fogo a outro na Quadra 310; 28/7, um jovem de 18 anos teve os óculos estourados em Águas Claras; 30/6, um morador de rua de 42 anos foi preso por estuprar duas jovens de 20 e 21 anos em Sobradinho.
30 anos — idade do suspeito que invadiu a 302 Sul
95 anos — idade da idosa feita refém
3h07 — horário em que a morte do suspeito foi constatada
Celina declarou: "A população em situação de rua precisa de acolhimento, assistência social e atendimento de saúde. Mas também precisamos proteger as famílias e garantir segurança e tranquilidade nos espaços públicos."
O governo diz que seguirá oferecendo acolhimento e atendimento na rede pública e adotará medidas para enfrentar a situação nas ruas enquanto a gestão estiver à frente do DF.