Câmara de Rio Claro aprova veto a projeto de entrega domiciliar de medicamentos
Com veto confirmado na sessão de segunda (17), proposta de Rodrigo Guedes fica derrubada por risco fiscal estimado em R$ 1,8 milhão/ano

A Câmara Municipal de Rio Claro aprovou na noite de segunda (17) o veto do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) ao projeto de entrega domiciliar de medicamentos.
Com a aprovação do veto, a proposta de Rodrigo Guedes (União Brasil) — que garantiria entrega gratuita a idosos e pessoas com necessidades especiais — está derrubada e não será implementada.
O prefeito Gustavo justificou o veto com impacto econômico-financeiro, citando estimativa de custo anual de cerca de R$ 1,8 milhão e risco ao equilíbrio fiscal e à programação orçamentária do município.
O projeto foi apresentado pelo vereador Rodrigo Guedes (União Brasil) e visava entregar medicamentos de uso contínuo a quem não pode buscar remédio nas farmácias municipais.
Durante a sessão, vereadores Tiemi Nevoeiro (Republicanos), Val Demarchi (PL) e Rafael Andreeta (Republicanos) apoiaram Guedes, mas a maioria da Câmara, em sua maioria da base do prefeito, votou a favor do veto.
O líder do governo na Câmara, Serginho Carnevale (PSD), reiterou a justificativa financeira e citou estimativa da Fundação de Saúde de R$ 1,8 milhão anuais.
Mesmo integrantes da oposição, como a vereadora Néia Garcia (PL) e Sivaldo Faísca (PL), votaram a favor do veto; Néia disse preferir aplicar o recurso em outras prioridades, como internações em UPAs.
Rodrigo Guedes refutou a justificativa de custo, afirmou que o programa foi testado em outras cidades e declarou: “É pura perseguição política, retaliação política. Esse prefeito não está vendo a população, está vendo o autor do projeto.”