Caiado processa vendedora por fazenda ocupada e pede R$3,19 milhões de volta
Compra de cinco propriedades em agosto de 2020 ultrapassou R$15 milhões; disputa está na 2ª instância do TJGO

Ronaldo Caiado (PSD) pede na Justiça a anulação da compra da Fazenda Pedras e a devolução de R$3,19 milhões, por causa de ocupação por posseiros.
A negociação total com a empresa GPF Negócios Inteligentes excedeu R$15 milhões; Caiado alega ter pago cerca de R$12,9 milhões antes de suspender pagamentos.
A Fazenda Pedras foi comprada em compromisso firmado em agosto de 2020 e constatou‑se ocupação por uma família que diz ocupar o imóvel desde 2002 e ter feito benfeitorias.
Caiado cessou pagamentos ao vendedor ao identificar o ocupante e acionou a Justiça; tanto a empresa quanto o candidato levaram demandas que foram julgadas conjuntamente.
Em primeira instância o TJGO decidiu pela resolução parcial da transação: anulou a compra apenas da propriedade ocupada e determinou a restituição dos valores pagos a Caiado, atualizados.
A empresa recorreu pedindo anulação da decisão de 1º grau, produção de prova pericial ou a total resolução do negócio para reaver posse de todos os imóveis rurais.
Caiado recorreu contestando a conclusão de “inadimplemento contratual recíproco” e argumenta que reteve a liberação de sacas de soja por exercer a “exceção do contrato não cumprido”.
O processo já está na segunda instância do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás; Caiado também pediu multa por litigância de má‑fé contra a GPF Negócios Inteligentes.