Brasil impulsiona bioeconomia da Amazônia com políticas e financiamento
Debate na plenária da Concertação destacou avanços em finanças verdes, inclusão produtiva e presença do tema na agenda da COP31.

O Brasil amplia políticas públicas e instrumentos financeiros para transformar biodiversidade em desenvolvimento sustentável na Amazônia.
O legado da conferência do clima de Belém, em 2025, entrará na pauta da COP31 neste ano na Turquia, com foco em métricas, portfólio empresarial e acesso a finanças.
A plenária online da rede Uma Concertação pela Amazônia, no âmbito da iniciativa Rota 26-30, tratou do quinto tema da série e reuniu Carlos Alfredo Joly, Julia Cruz, Ana Cláudia Cunha Costa e José Carlos Tavares.
Carlos Alfredo Joly é professor emérito da Unicamp e coordenador da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos; ele participou como painelista e ressaltou a centralidade da biodiversidade para clima, água, saúde e alimentos.
Julia Cruz é secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC; ela citou apoio à cadeia do pirarucu e o trabalho da Embrapa no mapeamento de castanha, babaçu e cupuaçu.
Ana Cláudia Cunha Costa é assessora especial para Transição Econômica Verde do Governo do Pará; José Carlos Tavares é professor titular da Unifap; ambos integraram o debate sobre valor nas comunidades.
Marcelo Behar participou por vídeo como enviado especial da COP30 para bioeconomia e afirmou que a integração das convenções de clima, biodiversidade e desertificação trará avanços em métricas e finanças.
Joanna Martins, co‑secretária‑executiva da Concertação, mediou a plenária e participou da homenagem in memoriam a Mariano Cenamo, falecido em 10 de julho.
O artista Josias Marinho, nascido na comunidade quilombola do Forte Príncipe da Beira, em Rondônia, inspirou o evento com um desenho de jerão/gervão, conectando biodiversidade, cultura e saberes locais.
"Precisamos cultivar a visão de que a biodiversidade não é um empecilho, mas sustentáculo de um desenvolvimento mais sustentável", afirmou Carlos Alfredo Joly durante a plenária.
O próximo passo será levar a agenda da bioeconomia e os temas discutidos na Rota 26-30 para debates e negociações na COP31, na Turquia, ainda neste ano.